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Teste: Google Wave
04/11/09
Se o email fosse criado hoje, como ele seria? O Google Wave tem como propósito responder essa questão. Uma questão que, dificilmente foi pensada por alguém, mesmo um adorador nato da world wide web. Disponível em fase beta, obtive, de um primo e do Google, convites para teste. E, mesmo nos primórdios do Wave, posso afirmar: o Google tá pegando pesado com essa nova plataforma!
Com o conceito de ondas (waves, em inglês), a acessibilidade e interatividade é muito grande. É fantástico. É em tempo real. Quando uma pessoa escreve algo pra você, imediatamente aparece na conta tudo que ela está digitando, ao vivo! É fantástico, e, hrm, até meio perigoso, se você for pensar… Vai que você dá um Ctrl-V de um link que não poderia… Erhm, deixa quieto..
(clique na miniatura para ampliar)
Se você usa grupos de email, tipo Google Groups ou Yahoo! Groups, com certeza gostará do Wave. É meio um chat, mas não é. Com o uso de widgets e extensões (tipo do Google Labs do Gmail, só que beeem mais elaborado), você pode incluir coisas absurdas, de vídeos do YouTube até um joguinho de Sudoku. Previsões do tempo, slideshow de fotos, enfim, torna muito mais atraente a interação.
Ainda estou na minha primeira semana de testes do novo serviço. Em breve, relatarei mais minha experiência com o Wave.
Claro Banda Larga: bom, mas limitado.
06/09/09
A Claro é conhecida como operadora de inovação para muitos, simplesmente por ser a primeira a levar o 3G significamente para umas 5 ou 6 cidades no Brasil no início da sua operação (diferentemente da operação-piloto em 850MHz da antiga Telemig Celular (atual Vivo), que cobria pouquíssimos bairros da capital mineira.
Inovação não mesmo por causa da implantação da tecnologia 3G, e sim do uso da tecnologia para venda de planos de banda larga, que, inicialmente, custavam R$99 por 1Mb de velocidade (hoje custa R$119) e R$69 por 500kbps (hoje essa velocidade não existe mais, a de 600kbps custa R$89) mesmo em regiões mais inóspitas de cobertura das teles fixas. O que houve, no final das contas: todo mundo comprou, e a rede ficou uma lástima durante muito tempo, ou seja, lentidão, quedas na conexão, e muita instabilidade para muitos usuários.
Atualmente a Claro conta com uma cobertura 3G relativamente grande quando comparada com as operadoras Oi e TIM, entretanto, a operadora conta com 376 municípios cobertos com 3G, uma diferença de 132 municípios para a líder Vivo*.
Um dos aspectos mais desanimantes do plano da Claro, é a franquia de uso. Você tem sua velocidade contratada, mas, se ultrapassar 3GB, há redução de velocidade para 128kbps. É mais um ponto que deixa bem claro que, se você tem uma opção de banda larga fixa, não troque-a pela móvel.
A operadora comercializa planos de 600kbps e 1Mbps, exceto no Norte, onde a operadora disponibiliza apenas o plano de 250kbps.
| Velocidade | 250 kbps (apenas Norte) | 600 Kbps | 1 Mbps |
| Preço | R$59,90 | R$89,90 | R$119 |
O modem que realizei o teste foi o Sony Ericsson MD300. Diferentemente do meu Huawei E220, o MD300 tem um formato de pendrive, onde há uma tampa e o modem é conectado diretamente na USB. O modem acompanha o cabo em Y, com duas USB’s (para uso em computadores que não possuem USB 1.1/2.0). A instalação é bem simples, basta plugar o modem na USB e encontrar em “Meu Computador” uma unidade removível, entretanto, achei-a bastante demorada. O software discador da Sony Ericsson, é muito pesado, chega a ocupar 130Mb no HD contra uns 10 do Huawei E220/E226. Esses, demoram no máximo 1 minuto para instalação.
Uma coisa chata é que a Claro vende o modem bloqueado, vide mensagem na imagem quando inseri um chip de outra operadora:
Outra coisa que notei no modem é que ele não se comporta como modem discado, e sim como uma placa de rede. Isso é bom para quem quer compartilhar a conexão, visto que basta apenas criar uma ponte de conexão com dois cliques:
Como se pode notar na imagem, é atribuido IP válido, e com isso softwares de gerenciamento remoto e que necessitam de portas específicas funcionam tranquilamente.
Estabilidade e velocidade: a hora da verdade
Chega de blá blá blá e mimimi de modens e planos: hora de mostrar toda a bateria de testes realizadas.
A latência, em comparações a outros serviços 3G, se demonstrou muito baixa, e isso é um fator excelente: pings de 126 a 190ms. Abaixo, teste de latência até um servidor remoto pessoal localizado em Belo Horizonte/MG
No tracert, é possível perceber o uso de redes ópticas da Embratel, e o uso do mesmo roteador de dados GPRS da Claro (podia ter um exclusivo, para, assim, não afogar a rede)
Em velocidade, o serviço demonstrou altas velocidades de download para tráfego nacional e internacional, com exceção em um servidor localizado na República Tcheka. Para upload, velocidade bem abaixo do máximo suportado pela tecnologia (o máximo são 384kbps de upload).
Veja abaixo imagens de testes, realizados em diversos servidores no site de medição SpeedTest.net:


(servidores brasileiros)



(servidores estrangeiros)
Abaixo, imagens de downloads em tráfego internacional. Foi realizado um teste no serviço de hospedagem de arquivos Easy-Share e no mirror do Facebook:
(Easy-Share)
(Megaupload)
(Facebook mirror)
Ótimo, todos esses três exemplos são de tráfego internacional. Boa velocidade, poucas oscilações, as vezes picos altos de velocidade, mas a média em todos foi de 115kb/s, o que, pra redes 3G no Brasil é um excelente resultado. Mas tudo que é bom tem alguma desvantagem… E com o serviço da Claro foram muitas desvantagens: além da franquia horrorosa de 3GB, existe… TRAFFIC SHAPING!
Para quem não sabe, traffic shaping é uma prática de priorização do tráfego de dados em redes de alta velocidade, afim de otimizar a largura de banda para quem realiza tarefas simples, como ler emails e acessar sites leves, de notícias por exemplo. Testei com dois protocolos: Torrent (cliente usado: µTorrent) e Gnutella (cliente usado: LimeWire PRO 5.0.11). Em ambos, obtive em 100% do tempo do teste valores baixíssimos em comparação a dados HTTP:
(cliente Gnutella, LimeWire, com exemplo de download com muitas fontes, que na conexão ADSL de 2MB “Velox”, da Oi, prosseguiu com 220kb/s no . O valor máximo encontrado foi de 5kb/s)
(cliente torrent, média de downloads durante o período do teste de 10kb/s, sendo que existem muitas fontes, suficiente para baixar o arquivo no máximo da conexão, o que foi comprovado logo após usando conexão ADSL de 2MB da Oi, sem traffic shaping)
É uma pena essa prática da Claro, pois, certamente, o usuário que lerá emails e acessará sites leves nunca precisará de 1MB, pois a banda é certamente alta, procurada e destinada para heavy users.
CONCLUSÕES FINAIS
É bom poder dizer que o serviço da Claro me impressionou positivamente, impressão que tive negativa há um tempo atrás quando pude experimentar o serviço. Infelizmente não tive tanto tempo para testar, o teste demorou algo em torno de 5 horas. Talvez esse não seja o normal do serviço, visto que o que eu medi foi durante no máximo 5 horas, e ainda não tive o serviço disponível durante um tempo maior como duas semanas, para ter uma opinião mais concreta e pessoal sobre o serviço. Se ele realmente for assim, já é um grande passo: bastaria apenas acabar com a franquia de tráfego (leia-se download+upload. Qualquer tráfego será contado, não apenas os downloads) e desligar esse traffic shaping. A Claro tem condição de fazer isso. Tem um backbone decente, da Embratel, completamente disponível ao seu lado. Basta apenas que a diretoria da empresa queira demonstrar um bom serviço. Basta querer. Porque condições, a empresa tem, e de sobra.
*Consulta realizada no dia 30/08/2009, de acordo com o Teleco/Ucel


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